Glossário do ciclo

Os termos mais usados, explicados de forma simples. Conteúdo informativo — não é prescrição.

Estrutura do uso

Ciclo

cycle

Período planejado de uso de um ou mais hormônios/anabolizantes, com início e fim definidos, seguido de pausa. O CicloTrack organiza as datas; a definição do plano é do seu médico.

TRT / TRR

reposição

Terapia (ou reposição) de reposição de testosterona. Uso contínuo, com prescrição e acompanhamento médico, para manter níveis dentro da faixa fisiológica em quem tem deficiência hormonal.

Blast

fase alta

Fase de uso mais intenso dentro de uma estratégia de longo prazo, normalmente por algumas semanas.

Cruise

fase de cruzeiro

Fase entre blasts em que o uso se mantém em nível de reposição, sem parada total. Estratégia chamada de “blast & cruise”.

Off

pausa

Período sem uso entre ciclos, usado para o organismo se recuperar e para fazer exames de controle.

TPC / PCT

terapia pós-ciclo

Terapia pós-ciclo: medicamentos usados após o fim do ciclo, sob orientação médica, para ajudar o eixo hormonal natural a se reorganizar. O início depende do tipo de substância e da meia-vida.

Stack

combinação

Combinação de duas ou mais substâncias usadas no mesmo período.

Bulking

fase de ganho

Fase de treino e dieta com superávit calórico, voltada a ganhar massa muscular.

Cutting

fase de definição

Fase com déficit calórico para reduzir gordura mantendo a massa muscular.

Recomp

recomposição

Recomposição corporal: perder gordura e ganhar músculo ao mesmo tempo.

Farmacologia básica

Éster

cipionato, enantato, propionato…

Molécula ligada ao hormônio que controla a velocidade de liberação no sangue. É o que diferencia, por exemplo, propionato de testosterona de cipionato de testosterona.

Meia-vida

half-life

Tempo para a concentração de uma substância no sangue cair pela metade. Define o intervalo entre aplicações e quando o efeito termina.

Via intramuscular (IM)

injetável

Aplicação profunda no músculo (glúteo, deltoide, coxa). Exige material estéril e técnica correta.

Via subcutânea (SC)

Aplicação sob a pele, na gordura (ex.: abdômen). Usada em alguns hormônios e medicamentos.

Rodízio de aplicação

rotação de locais

Alternar o lado/local das injeções para reduzir dor, nódulos e lesões no tecido. O CicloTrack registra o local de cada aplicação.

Aromatização

E2

Conversão de parte da testosterona em estradiol (E2). Níveis altos ou baixos demais causam efeitos indesejados, por isso o E2 é monitorado.

Eixo HHG

supressão

Eixo hipotálamo-hipófise-gônadas: o sistema que regula a produção natural de testosterona. O uso de hormônios externos tende a suprimi-lo.

Virilização

atenção às mulheres

Efeitos androgênicos como voz mais grossa, pelos e aumento do clitóris, que podem ser irreversíveis. É o principal risco para mulheres e exige acompanhamento especializado.

Exames de acompanhamento

Testosterona total e livre

Mostram o nível do hormônio no sangue; base para qualquer controle de reposição.

Estradiol (E2)

Hormônio feminino também presente em homens; desequilíbrios causam retenção, queda de libido e outros efeitos.

LH e FSH

Hormônios da hipófise que indicam se o eixo natural está suprimido ou se recuperando.

Hematócrito / hemoglobina

Medem a espessura do sangue. Podem subir com androgênios e elevar o risco de trombose.

Perfil lipídico

colesterol

HDL, LDL e triglicerídeos; androgênios podem piorar o perfil e o risco cardiovascular.

Função hepática e renal

TGO, TGP, creatinina

Monitoram fígado e rins, principalmente com anabolizantes orais.

PSA

Marcador da próstata, acompanhado em homens sob reposição.

Segurança primeiro. Hormônios e anabolizantes podem causar problemas cardiovasculares, hepáticos, hormonais, psicológicos e de fertilidade. Procure um médico (endocrinologista ou especialista em medicina esportiva) e faça exames periódicos.